Muitas organizações declaram transformação.
Poucas conseguem produzi-la de fato.
A Aplicsi — Aplicações Sociais e Institucionais — é uma empresa de consultoria, mentoria e desenvolvimento que atua no campo da transformação e do impacto social.
Trabalhamos com lideranças, organizações e articulações interorganizacionais que reconhecem que operam em um mundo marcado por desigualdades persistentes, desequilíbrio ambiental e pressão sobre a democracia — e que querem que sua atuação produza transformação real.
Transformação social não é caridade. Não é boa intenção. É ação — intencional, consistente e coordenada — orientada para um resultado específico: ampliar a autonomia, a capacidade de escolha e as possibilidades de desenvolvimento das pessoas, grupos e comunidades com quem se trabalha.
Esse é o critério que orienta tudo que fazemos. Uma intervenção que não amplia a autonomia pode ser muitas coisas — assistência, cuidado, proteção, serviço. Mas não é transformação social.
Compreender o mundo em sua complexidade e transformar essa compreensão em clareza de propósito e meios concretos para sua realização.
A constância necessária para atravessar resistências e descontinuidades sem perder o fio do propósito. Paciência histórica com clareza de direção.
A capacidade de integrar lideranças, organizações e articulações diversas para que ajam juntas em direção a um resultado comum.
Fortalecer lideranças, organizações e articulações que atuam para a transformação e o impacto social — para que ajam com intencionalidade, consistência e coordenação.
Ser referência no Brasil no trabalho com lideranças e organizações que operam por propósito — reconhecidos pela profundidade do pensamento e pela efetividade das soluções.
Queremos um mundo em que lideranças e organizações atuem para ampliar a autonomia das pessoas — reduzindo dependência, produzindo transformação.
Sou sociólogo, mestre em Ciências Sociais, e trabalho no campo da transformação e do impacto social há quase duas décadas.
"Mas antes de ser consultor, mentor ou palestrante, fui o menino que precisou construir seu próprio caminho — num contexto em que o destino já havia sido decidido por outros."
Cresci numa família marcada pela pobreza, num ambiente em que a expectativa social era clara. Aprendi cedo que autonomia não é dada — é conquistada. Que o direito ao próprio desenvolvimento não é privilégio. E que transformação social começa quando alguém recusa o lugar de objeto e decide ser sujeito da própria história.
Essa compreensão não veio dos livros. Veio da vida. E foi ela que orientou tudo que construí depois.
Leia o manifesto completoCoordenação de agendas em territórios de alta vulnerabilidade. Aprendi que o problema raramente está onde parece — e que intervenções bem-intencionadas podem reproduzir o que dizem combater quando não ampliam a autonomia de quem é afetado por elas.
Um dos maiores processos de reparação socioambiental do Brasil. Programas em mais de 40 municípios, equipes de até 150 profissionais, orçamentos anuais acima de R$ 100 milhões, articulação entre governos, empresas, comunidades e sistema de justiça.
Atuação com diversidade sexual e de gênero, povos indígenas, comunidades tradicionais e políticas públicas em diferentes contextos institucionais — público, privado e terceiro setor.
Fundador da Aplicsi. Trabalho com lideranças que precisam sustentar sua capacidade de agir com intencionalidade, consistência e coordenação. Com organizações que querem coerência entre sua prática interna e o que produzem externamente.
Graduado em Ciências Sociais, mestre em Ciências Sociais com concentração em Instituições, Conflitos e Políticas Públicas — ambos pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
Minha dissertação analisou as Jornadas de Junho de 2013 a partir da sociologia weberiana e da teoria do discurso de Laclau e Mouffe, com foco na articulação entre sujeito, agência e estrutura social.
Minha prática se fundamenta nas ciências sociais — com diálogos entre sociologia, antropologia e ciência política — e utiliza conceitos e metodologias do campo da psicossociologia aplicados a contextos organizacionais e institucionais.
Pobreza e extrema pobreza não são apenas ausência de renda.
São também resultado de processos sociais pelos quais seres humanos são transformados em objetos para atender às demandas, necessidades e desejos de outros.
Transformação social é o movimento inverso. É criar condições para que sujeitos se tornem autores da própria trajetória e deixem de existir apenas como extensão da história de terceiros.
Não o volume de recursos investidos.
Não a intenção declarada da intervenção.
Não a sofisticação do desenho técnico.
Aprendi isso antes mesmo de estudar.
Nasci em uma família marcada pela pobreza e por um conjunto de crenças que já haviam delimitado meu futuro: uma profissão técnica, um destino coerente com a classe social, uma vida circunscrita ao lugar de origem.
A ordem social reafirmava esse destino o tempo inteiro. O pai que dizia à mãe para não colocar ilusões na cabeça do filho. O gerente que, ao ver o adolescente ajudando o pai a instalar enfeites de Natal em uma alameda, já enxergava ali o próximo servente do condomínio.
Não por heroísmo. Por necessidade vital de me tornar sujeito da minha própria história. Precisei construir sustentação subjetiva para existir para além do destino social que já havia sido imaginado para mim.
Décadas depois, reconheci o mesmo mecanismo operando em escala nos projetos que coordenei, nas políticas que acompanhei e nas organizações com as quais trabalhei.
O campo da transformação social erra de forma recorrente em duas frentes que frequentemente se alimentam.
Soluções que não ampliam autonomia reproduzem dependência. E a dependência preserva estruturas de controle.
Atuo com lideranças e organizações para que o impacto e a transformação social sejam reais — concretos e coerentes por dentro e por fora.
Quatro palestras desenvolvidas nos campos da liderança, da estratégia e da transformação social. Cada uma pode ser contratada de forma independente ou como parte de uma jornada de formação contínua.
Para líderes que percebem que ter o cargo não significa conseguir ocupá-lo com inteireza. Uma palestra sobre a capacidade de se sustentar na posição — sem perder de vista quem se é e o que se quer produzir.
Para líderes que já se lideram e precisam do próximo movimento: mover pessoas e estruturas em direção a um resultado concreto. O que separa uma liderança que declara intenção de uma liderança que produz mudança real.
Para líderes e organizações que percebem que seus planos não se traduzem em ação. Estratégia não é técnica — é uma forma de perceber e responder à realidade. Quem não lê o campo age sem precisão.
Para organizações e articulações que atuam para impacto social real. O que separa a intervenção que produz autonomia da intervenção que sofistica a dependência — e por que esse critério muda tudo no desenho das soluções.
Uma palestra acende uma pergunta. Uma formação continuada sustenta o processo de transformar essa pergunta em prática.
Desenvolvemos formações a partir da mesma perspectiva que orienta nossas palestras — e customizamos o percurso à realidade e aos objetivos de cada organização. Nossa jornada de referência articula as quatro palestras em sequência progressiva: do sujeito que se lidera, ao líder que move, ao estrategista que lê o campo, ao agente de transformação.
Não basta ocupar uma posição. É preciso saber de si para não se perder nela.
Nossa mentoria trabalha cinco campos — com uma lente específica e um resultado esperado.
Reflexividade é a capacidade de se distanciar da própria experiência para vê-la com mais clareza. Implicação é o movimento oposto e complementar: estar dentro, se afetar, assumir sua posição no campo. Os dois movimentos juntos — como inspirar e expirar — são o que sustenta a capacidade de pensar e agir dentro da pressão.
Quem você é como líder. Como você age. O que você sustenta de fato — além do que declara. O que a posição está produzindo em você.
O que é seu e o que é do outro. Como você lê quem está à sua volta. O que o vínculo entre vocês produz e o que ele impede.
O contexto real em que você opera. As forças, os interesses, as dinâmicas que atuam sobre você e sua organização — mesmo quando invisíveis.
A capacidade de imaginar alternativas ao que existe. De não se prender ao modelo atual quando ele não serve mais.
A capacidade de transformar reflexão em ação orientada. De escolher com clareza o que fazer — e sustentar essa escolha no tempo.
O objetivo da mentoria não é resolver os problemas do líder. É ampliar sua capacidade de resolvê-los — e de continuar resolvendo, com menos dependência e mais clareza, muito depois de o processo ter terminado.
Acompanhamento personalizado, construído a partir da situação concreta de cada líder. Pacotes de 10 sessões, frequência semanal, 60 minutos por sessão. Online.
O mesmo percurso realizado em grupo de 4 a 6 líderes. A dimensão coletiva torna visível o que a lente individual não alcança. 10 encontros quinzenais de 90 a 120 minutos. Online ou presencial.
Para o líder com um caso específico à frente — complexo, urgente, sem alguém com quem pensar com a profundidade que merece. 1 a 3 encontros de 90 minutos. Online ou presencial.
Organizações que querem produzir transformação e impacto social enfrentam um desafio recorrente: a distância entre o que declaram e o que efetivamente produzem.
Nossa consultoria olha para a realização prática — da cultura e dos impactos pretendidos — e analisa onde ela está acontecendo, onde não está, e o que precisa mudar.
O propósito está definido com precisão suficiente para orientar ação? Há clareza sobre o que se quer produzir — por dentro e por fora?
Os processos, práticas, papéis, relações e fluxos de decisão sustentam o propósito declarado — ou o contradizem?
Os agentes envolvidos conseguem agir de forma coordenada em direção ao propósito? Há alinhamento suficiente entre lideranças, equipes e parceiros?
Olha para a expressão concreta da cultura — a distância entre a cultura que a organização declara e a cultura que pratica de fato. O trabalho analisa a clareza do propósito cultural, as estruturas que deveriam sustentá-lo e a capacidade das lideranças de coordenar a cultura que querem construir.
Diagnóstico com lideranças e equipes. Devolutiva para a direção. Construção do plano de intervenção. Acompanhamento da implementação. Projetos de 3 a 6 meses, presencial e online conforme a fase.Olha para a tradução prática dos impactos pretendidos — a distância entre o que a organização quer produzir no mundo e o que está de fato produzindo. Identifica onde a incoerência entre prática interna e resultados externos está gerando risco reputacional, operacional e estratégico.
Leitura do contexto e do propósito declarado. Diagnóstico nas três dimensões. Identificação das incoerências e dos riscos. Construção do plano de intervenção.Todo grupo que trabalha junto em torno de um objetivo compartilhado produz, além do trabalho visível, um conjunto de dinâmicas invisíveis — mensagens que circulam, papéis implícitos sendo assumidos, tensões não nomeadas atuando sobre a capacidade coletiva de agir.
De 1 encontro intensivo a um ciclo de 4 a 6 encontros. Presencial preferencialmente. Pode ser contratado de forma independente ou como parte da consultoria de cultura.Quase duas décadas de atuação em contextos de alta complexidade — no setor público, no setor privado e no terceiro setor. O que está registrado aqui não é uma lista de cargos.
Um dos maiores processos de reparação socioambiental do Brasil. Coordenação de programas executados em mais de 40 municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, com articulação entre empresas, governos municipais e estaduais, comunidades atingidas e sistema de justiça.
Equipes de até 150 profissionais. Orçamentos anuais acima de R$ 100 milhões.
Programa de fortalecimento de lideranças femininas em territórios de alta vulnerabilidade e violência. A experiência revelou um princípio que orienta meu trabalho até hoje: intervenções que colocam sobre os beneficiários responsabilidades que pressupõem uma autonomia ainda não construída tendem a falhar.
Programa de urbanização de favelas com trinta anos de história. Atuação como avaliador e gestor. A pesquisa revelou que construir casas para as pessoas gerava mais custo, mais insatisfação e menos efetividade do que criar condições para que elas próprias escolhessem onde e como queriam morar.
Coordenação da política estadual de diversidade sexual e de gênero no Espírito Santo. Instituição do Conselho de Direitos de Pessoas LGBT. Pesquisa sobre população trans e população em situação de rua na Grande Vitória.
Elaboração do Programa de Promoção da Qualidade de Vida de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais na Fundação Renova, em alinhamento com a Convenção 169 da OIT. Atuação no planejamento integrado territorial na Foz do Rio Doce.
Penso a partir de um lugar específico — e esse lugar me gera uma perspectiva muito particular.
Sou sociólogo de formação. Isso me dá o pensamento crítico, a capacidade de ler estruturas, desigualdades e dinâmicas que atuam sobre os sujeitos mesmo quando invisíveis. A recusa de explicações simples para fenômenos complexos.
Tenho experiência em gestão. Isso me dá a responsabilidade pelo resultado — a obrigação de transformar análise em ação, de sustentar processos no tempo, de coordenar pessoas e interesses em direção a um objetivo concreto.
Essa articulação entre pensamento crítico, experiência em gestão e trajetória vivida é o que orienta o que escrevo. Não escrevo para confirmar o que as pessoas já pensam. Escrevo para deslocar.
Notas sobre os Confrontos de Junho de 2013 no Brasil: causas prováveis, significados em disputa, possibilidades históricas.
Acessar Currículo LattesEducação em Direitos Humanos (coautoria).
Publicações em congressos nas áreas de sociologia do direito, diversidade sexual e ação coletiva.